Uma visita nocturna.
Um primeiro beijo cheio de mistério, um abraço de encanto, de feitiço.
A mágica daquele encontro foi apenas isso, um encanto.
Ali era, o meu brinquedo, o meu parque infantil.
Continuámos a trazer aquela ilusão para dentro da realidade,
A solidão da noite, era nossa. Dois corpos, duas almas.
Não foram os teus dentes, mas sim os teus olhos que me cravaram em teu peito.
Já uma alma negra, sofrida e presa, subi à mais alta torre,
A noite mais gélida que nunca, esperava adormecer na torre mais quente.
O reflexo da lua a apadrinhar a tua entrada, o frio a ser morto pelo calor do teu corpo.
Ali fizemos amor, ali os nossos corpos foram um só. Ali fui totalmente teu.
Já não tinhas sangue para te alimentares, já não tinhas corpo para explorar,
Já não existia o encanto, a ilusão. Apenas uma alma derrotada e um corpo vencido.
Estive preso no teu negro encanto, por eternidades, do mais alto, até ao mais inócuo recanto
Daquele castelo, eu depenei as tuas asas e ali te dissequei.
Não havia mais alma negra, mais corpo e olhar encantado. Fiquei com de todas aquelas….
Fiquei de certo, com a rosa mais negra e novamente do mais alto pilar da torre, mandei aquela rosa. Chorei as minhas últimas lágrimas de sangue. Sepultei-te naquela rosa negra e fria.
De ti, que há eternidades exploras a minha alma e corpo, faço mais uma vez por me despedir.
N. Impossible Prince
2 comentários:
Olá!
Gostei muito do que escreveste!
É difícil...o mais difícil mesmo é percebermos que temos de ser nós a despedirmo-nos, mas a fazê-lo definitivamente...
Só assim poderemos um dia abandonar a torre!
=)
Abraço grande
Passei por cá.
Amanhã leio mais.
Gostei
Nuno
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