
Um ano que sinto esta perda, este vazio da tua presença física em que só a tua música me faz cheirar, tocar, sentir a tua alma. Se amo cada nota, cada som, cada sentido, cada instrumento diferente, deve-se à abertura da tua alma musical. Senhor da música, da criatividade, da perseverança, das grandes batalhas em cada clave maior.
Faz hoje um ano que recebi a notícia da tua despedida, vinte e três anos com a tua música nos meus poros, e agora é a mesma música, que me faz estar mais perto de ti. Sinto uma saudade enorme dentro do meu peito e a mágoa de não te ter aqui, mas estás em cada clássico histórico da minha vida. Das nossas vidas. Admiro, como soubeste perder, reconhecer, ultrapassar, vencer e decidir viver, tocar até à ultima nota. Admiro como a música esteve em ti até ao teu último respiro. Foste, és e serás sempre um exemplo para mim.
Guardo-te na pauta da minha vida, senhor da música.
Chorei e choro, desde a despedida neste frio mês de Dezembro, que tanto amavas mas que te decidiu levar.
Não há magia de Natal algum sem a tua presença, sem as cores que pintavas e enfeitavas, tão presentes no meu passado de menino. Agora o Natal, este mês, são como tu, recordações em pautas marcadas pelo desgaste do passado.
Guardo a tua sonoridade no meu coração e sei que isso é o que prevalece. Sinto na mesma o teu piano pela casa a invadir e a preencher as nossas almas. Não, não incomodavas, estavas lá.
Um ano e sempre presente em mim, jamais te esquecerei, a ti e à tua música.
Obrigado por me deixares as pautas, as mais famosas composições clássicas que até ao final dos meus dias, vão me sempre trazer um pouco da tua alma.
Se Dezembro te levou, se a doença te consumiu, a música te preservou. Estejas onde estiveres, quero que saibas, que estás vivo em mim.
A dor da tua perda, a tua despedida, foi dos momentos mais fortes, mais duros, mais frios, que a vida me ofereceu. Aquela dor de te ver partir, o entregar-te à terra para nunca mais te ver. O piano não mais tocado por ti. A música por momentos que terminou. Uma salva de palmas, uma ovação, não poderia ter sido um melhor adeus, para um homem, um músico, um artista, um avô como tu.
Faz hoje um ano que recebi a notícia da tua despedida, vinte e três anos com a tua música nos meus poros, e agora é a mesma música, que me faz estar mais perto de ti. Sinto uma saudade enorme dentro do meu peito e a mágoa de não te ter aqui, mas estás em cada clássico histórico da minha vida. Das nossas vidas. Admiro, como soubeste perder, reconhecer, ultrapassar, vencer e decidir viver, tocar até à ultima nota. Admiro como a música esteve em ti até ao teu último respiro. Foste, és e serás sempre um exemplo para mim.
Guardo-te na pauta da minha vida, senhor da música.
Chorei e choro, desde a despedida neste frio mês de Dezembro, que tanto amavas mas que te decidiu levar.
Não há magia de Natal algum sem a tua presença, sem as cores que pintavas e enfeitavas, tão presentes no meu passado de menino. Agora o Natal, este mês, são como tu, recordações em pautas marcadas pelo desgaste do passado.
Guardo a tua sonoridade no meu coração e sei que isso é o que prevalece. Sinto na mesma o teu piano pela casa a invadir e a preencher as nossas almas. Não, não incomodavas, estavas lá.
Um ano e sempre presente em mim, jamais te esquecerei, a ti e à tua música.
Obrigado por me deixares as pautas, as mais famosas composições clássicas que até ao final dos meus dias, vão me sempre trazer um pouco da tua alma.
Se Dezembro te levou, se a doença te consumiu, a música te preservou. Estejas onde estiveres, quero que saibas, que estás vivo em mim.
A dor da tua perda, a tua despedida, foi dos momentos mais fortes, mais duros, mais frios, que a vida me ofereceu. Aquela dor de te ver partir, o entregar-te à terra para nunca mais te ver. O piano não mais tocado por ti. A música por momentos que terminou. Uma salva de palmas, uma ovação, não poderia ter sido um melhor adeus, para um homem, um músico, um artista, um avô como tu.
3 comentários:
Esta tua carta comoveu-me, sabias?
Foi a carta que mais me tocou nos últimos tempos, porque a senti verdadeira, mesmo!
Palavras arrancadas ao sentimento e que aqui deixas para que o mundo saiba o quanto te custou esta perda.
Não é fácil conviver com o vazio deixado por alguém que amamos... eu sei...
Um beijinho grande para ti
príncipe, este texto de homenagem ao teu avô é comovente!
sublinho como de facto há sempre alguma coisa que fica connosco quando alguém parte. ficaste com a música e de certeza que com mais do que isso.
entretanto, boas festas também para ti e boas entradas em 2009!
abraço
A saudade perdura.
Por isso é que nós inventamos a palavra.
Um abraço
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