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sábado, 17 de novembro de 2007

Auto-Retrato


Definir quem sou, é entrar em paradoxo.
Pois sou de luz e escuridão.
Tenho do branco ao roxo,
Uma multidão paralela à solidão.


Como os mais comuns, sou feito de corpo e alma,
A música corre no meu sangue,
A saudade faz-me português, o mar me acalma.
O presente vivo, o futuro sonho e o passado me fere…

As palavras são a minha expressão,
A musica, mais uma vez um refúgio,
Sempre constante a minha paixão,
Ás vezes pelo meu culto à escuridão.

Residem em mim várias personagens,
Do mais negro ao animador,
Amante de tantas paisagens,
da arte, da luz, da escuridão ao amor.

Por fim, descanso no vale das minhas lembranças
Deste quadro que a minha memória pintou.
Adoro regressar ao coração de outra vida,
Mas não ao daquele que menos amou.

Pois eu amo através das palavras da luz,
Dou-me de corpo e alma sem temer,
Mesmo que não haja quem me seduz,
Há quem me faça amar, há quem me faça viver.

Alexandre Cunha

2 comentários:

Anónimo disse...

e tu quem és....

Paulo disse...

Um blogue pejado de paradoxos que, pela sua apresentação, obrigam a reflectir.
Parabéns!!
Abraço